sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sem perguntas Excelência!



Sem perguntas advogado?! É a frase com que, fosse juiz, me dirigiria a um causídico que, abrisse mão de formular perguntas, tanto para a testemunha, vítima, quanto no interrogatório, perante a instrução.

Ora, alguém me disse que, na maioria das vezes é prudente fechar a boca e abrir bem os ouvidos, aliás, essa é a sapiência que se extrai da própria Sagrada Escritura. Todavia, ao advogado criminalista, só há um momento de calar-se, de emudecer-se e somente “ouvir”, quando está recolhido ao seu recanto de estudos com um bom livro em mãos, ou no “degustar” dos autos do processo. 

Do contrário, falar é a sua única arma. Arma contra a arbitrariedade, contra a arrogância, contra o clamor apaixonado da sociedade pela vingança, contra um caso já resolvido na mentalidade das pessoas, mesmo antes da apreciação das provas.

Calar é tudo o que querem fazer com um advogado. Não pode ele se prestar a esse favor.

Não se cale advogado! Se mesmo nos momentos em que não é bem vinda sua voz deves falar, muito mais naqueles em que lhe é dada a palavra!

Mauricio Belo Ferreira.